Vem crescendo o número de mulheres na cena musical. Elas vêm conquistando o seu espaço e mostrando do que são capazes, algo que até pouco tempo era raro de se ver. No entanto esse número ainda é bastante pequeno. Há tempo atrás, o preconceito em relação à mulher no mundo da música era muito maior. Apesar de toda a agitação social na década de 60, no sentido de igualdade entre homens e mulheres, elas ainda aparecem muitas vezes em um segundo plano.
A cantora Janis Joplin, com suas letras sobre sexo, drogas e rock in’ roll e com uma versão próxima ao blues, foi a primeira a quebrar e enfrentar a barreira do preconceito, no entanto cabe a Suzi Quatro o papel da roqueira com atitude e sonoridade metálicas, onde aos 15 anos formou sua primeira banda com suas irmãs, e já como artista solo lança seu primeiro single “Rolling Stone”.
Com o reconhecimento de trabalhos de alta qualidade realizados por Janis Joplin, Suzi Quadro, The Runaways, Girlschool, Doro Pesch, entre outras, mais mulheres identificaram-se com a música e com o peso do metal, e perceberam que já estava mais do que na hora de fazer história no mundo do rock, incluindo na música a sensualidade e a beleza da mulher e acima de tudo sua competência e criatividade.
Grandes nomes continuam deixando história no mundo do metal e mais uma vez, as mulheres mostram que sabem fazer o verdadeiro som de peso! Cristina Scabbia (Arch Enemy), Candice (Eths), Shamaya (Otep), Kittie, Jeanne Sagan (All that Remais), Candace Kucsulain (Walls of Jericho), entre outras, estão aí pra provar a inclusão feminina nesse mundo que há um tempo atrás era totalmente construído pelo sexo masculino. Mais e mais mulheres vão surgindo, “berrando” contra o preconceito e mostrando pra alguns “marmanjos” que a mulher sabe e faz um som pesado de qualidade.
Flávia Kalinka