Nightwish - Tuomas dismente a história da Fumaça no Show que não terminou em Belo Horizonte.
O site o Povo entrevistou Tuomas antes do Show em Fortaleza e ele explica tudo
O POVO - Como está sendo a recepção desse novo álbum, Dark Passion Play, o primeiro com a vocalista Anette?
Tuomas - Acho que alguém sabotou a promoção do álbum aqui no Brasil, porque as vendas não têm sido muito boas. Por outro lado, os shows estão sendo tão cheios como sempre, as pessoas parecem estar felizes com ele.
OP - Como tem sido a turnê?
Tuomas - É uma turnê que começou há um ano, em outubro do ano passado, e ainda prossegue até setembro do ano que vem, então é uma turnê longa. Nós tocamos pela Europa, Japão, China, Austrália, Estados Unidos, México, Canadá e agora temos essa perna brasileira, que tem sido ótima, muito divertida, especialmente por termos uma nova vocalista na banda. A agenda está bem apertada, a gente chegou a fazer 150 shows em um ano, que já é muito mais do que o que a gente fez na turnê anterior. É difícil, mas vale a pena.
OP - Quantas vezes vieram ao Brasil e o que faz vocês sempre voltarem?
Tuomas - Cinco vezes. Eu gosto das pessoas, dos fãs, da reação deles à música. Esse é provavelmente o país mais selvagem que nós conhecemos no mundo inteiro no que diz respeito aos fãs. É completamente diferente da nossa cultura escandinava. As pessoas mostram seus sentimentos, elas enlouquecem, seguem você até o hotel, ficam na recepção a noite inteira. É um pouco estranho, mas é também algo que nos agrada.
OP - O disco tem mais elementos que somente guitarra, baixo, teclado e bateria. Qual a formação utilizada no show?
Tuomas - Só a banda. No álbum, nós tivemos cerca de 140 músicos convidados, sopranos, instrumentos celtas e outras coisas. Mas é impossível trazê-los todos em turnê. Primeiro por causa do dinheiro, depois porque eles não caberiam no palco (risos). A gente, então, usa samples nessas partes do show (com os instrumentos ausentes).
OP - Anette está vindo pela primeira vez ao Brasil e, no show em Belo Horizonte, ela deixou o palco durante uma música e não voltou mais. O que aconteceu?
Tuomas - Ela surtou, não conseguiu lidar com essa maneira tão diferente dos fãs serem aqui. Havia muita gente gritando o nome da cantora antiga, fazendo gestos obscenos (com o dedo médio). Normalmente ela consegue "desencanar" disso, ela tem uma boa auto-estima, mas está sendo difícil encarar os fãs e os críticos. Acho que foi um colapso repentino, ela apenas... perdeu a cabeça por um segundo. É meio assustador, e nós todos sentimos por ela e entendemos o que ela está passando. Esperamos que ela possa acalmar a alma e fazer o restante dos shows. Até agora está tudo bem, ela está se sentindo bem melhor.
OP - Por trás desse visual dark e do clima obscuro que envolve o Nightwish, vocês são bem normais nos hobbies: gostam de seriados americanos, quadrinhos. O que fazem quando não estão no palco?
Tuomas - Nós somos todos muito normais. Eu faço as mesmas coisas que todo mundo faz. Meus hobbies incluem ler, ir ao cinema. Eu coleciono itens/souvenirs da Disney, vou à academia para me cuidar, saio com meus amigos de vez em quando, sonho muito, durmo muito...
OP - Brasil é sinônimo de praia. Você gosta de ir à praia?
Tuomas - Sim, sou um grande fã do mar, é lindo. A única coisa de que não gosto muito é o calor. Eu sou do Norte da Escandinávia, tenho sangue vicking correndo nas minhas veias, então qualquer coisa acima de 25º é demais pra mim, tira minhas forças. Quando você sai e faz 35º, tira toda a sua energia, e isso é algo que eu realmente não gosto muito.
OP - Como você costuma rotular a música do Nightwish?
Tuomas - Eu normalmente deixo as outras pessoas categorizarem, mas estou feliz com o termo metal sinfônico.
OP - Gostaria de deixar uma mensagem para os fãs?
Tuomas - É a primeira vez que a gente toca em Fortaleza, então tem tudo para ser especial. A gente não sabe o que esperar da cidade, não conhecemos as pessoas, vai ser muito excitante. E obrigado de antemão por estarem com a gente, apesar de todos os rumores e comentários que têm acontecido nos últimos dias. Espero que vocês apareçam!
Fonte: www.opovo.com.br


4 Comentários:
Metal sinfônico? Acho muito arbitrário esse termo, onde em um show , você procura por algum instrumento clássico e só ouve samples e deixe a imaginação correr, qual o problema de pelo menos pôr mais um quarteto ajudando na influêcia fantasiosa, mas o que se entende é o ônus eles querem só para eles, antes até Tarja tinha uma soprano de fundo para dar mais enfâse, dinheiro isso que conta no bolso, pois foi como a Olzon disse " eles estão pagando para me ver..." e eu completo "podem dar dedadas à vontade"..
Me parece que o termo metal sinfônico foi criado pela imprensa e atribuido ao Nightwish. Quanto aos samples, acho que além da questão do custo para a banda, tem a questão do custo para o contratante que vai repassar para o público é claro. Isso além de outros contra-tempos da estrada.
Essa coisa de rótulos é complicado mesmo. Muita gente em turnê ainda consegue ser mais.
Quanto menos obstáculos para bons shows melhor.
Claro, cada um rotula como quiser, mas o conceito de bons shows também é uma verosimilhança com de bons discos. O rapaz contrata 150 músicos, diz que o albúm foi o mais caro da história (marketing) e na hora de passar isso ao vivo, acha que seria obstáculos demais, então simplesmente não iludam, é como fazer filmes de livros de fantasia por exemplo, não se passa nem 70% da história original, mas como as pessoas precisam se divertir, tem que se fazer shows com samples (não esqueça da velha bebida alcoolica) ou ir ao cinema ver Lord of The Rings.Vejam o Haggard , aquilo que eu digo é original, tanto que para financiar um show daqueles hein, mas pelo menos é único. O que importa é mais turnê, mais shows e grana, não é isso que todo músico quer?! E no fato de alguém 'sabotou' o disco, europeu sempre esquece que aqui existe um problema socio-economico bem abrangente.
Discordo da relação entre shows e discos mas não quero comentar a este respeito por entender que se trata de uma questão de opnião.
Entendo o seu ponto de vista no entanto eu não seria tão radical. Existem fatores que viabilizam a realização de eventos e discos. Grandes ou pequenas produções dependem de consumo e todas giram em torno de dinheiro.
Administrações bem sucedidas destas e outras variantes de cunho financeiro possibilitam com o tempo o conforto necessario para trabalhos de arte como o do Haggard.
Talves um dia quando o homem não cercar mais os perimetros e dividir tudo gratuitamente entre seus irmãos, teremos grandes shows com até mais de 150 músicos de graça ou por um preço viável.
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