08/03/2008 Sábado em São Paulo.
16:00: Cheguei na fila no estacionamento do Credicard Hall, liguei para os meus amigos que estavam lá fazia algumas horas e nos encontramos no começo da fila.
17:30: Os portões abriram, havia duas filas em lado aposto da rua, quase todas as pessoas que foram ao Show estavam com a camiseta da banda, e que não tinha poderia comprar lá, ou com algum cambista (muitos foram presos) ou lá dentro mesmo por um valor absurdo de 50 reais.

17:35 Organizaram 2 filas, uma para homem e outra para mulher (que estava bem menor)e revistaram todo mundo, foi praticamente um "abuso" a revista que fizeram em mim (ainda bem que foi uma mulher), mas tudo bem valeu, tudo para ver o Dream Theater. Apesar dessa situação, fui bem beneficiada, pude escolher o meu lugar na grade.
19:15 Apos algumas horas de espera a banda Hangar entrou no palco com o novo vocal, O Nando, um velho conhecido nosso que organizou o evento "a voz do Rock" no bar Manifesto. Ele falhou algumas vezes e deu alguns deslizes, mas no geral estava muito bom, o som estava em alto para nós que estávamos na grade o bumbo parecia que iria estourar os meus ouvidos.
20:00 Fim da apresentação da banda Hangar, rapidamente foi desmontado quase todo o palco, a bateria foi tirada e as formigas enormes foram colocadas, fazendo referência ao CD Chaos in Motion. Havia um semáforo bem acima de nós no centro do palco que estava vermelho quando chegamos, logo depois da apresentação da banda de abertura ficou amarelo. Também havia um poste do lado direito do palco atrás do Petrucci.
Nesse intervalo passaram no telão a divulgação do show do Ozzy, Korn e Black Label Society que acontecerá em breve, muitas pessoas vaiaram Korn e ficou mais do que evidente que as Dream e Korn não tem o mesmo público.
Os meninos do meu lado esquerdo estavam exibindo uns para os outros uma revista masculina e durante o show do Hangar ela foi aberta em um poster enorme, foi bem engraçado, mas essa revista teria um destino diferente.
20:30 Inesperadamente o farol fica verde, os músicos da banda sobem ao palco com 30 min de antecedência, o motivo da antecipação de acordo com informações da produção foi que James LaBrie, o vocalista do DT, passou mal e entre outros fatores menores, ficou decidido que o show seria antecipado. As luzes se apagam e “An Ant Odyssey”, uma adaptação do tema de “2001 A Space Odyssey”, filme de Stanley Kubrick, anuncia o início do show.
Apesar do mal estar de LaBrie, o vocalista fez uma apresentação muito boa. Durante uma das músicas aquele rapaz da revista masculina jogou a revista no palco, e LaBrie pegou, mostrou para todos como esta na foto e guardou atras da bateria de Portnoy.
Os demais músicos, como sempre, estavam excelentes. Um dos pontos altos do show foi a execução de “Take the Time”, cantada por toda a platéia. “Voices” também foi maravilhoso.
A bela “Surrounded” ganhou canções no meio de sua versão extendida: “Mother”, do Pink Floyd, e “Sugar Mice”, do Marillion. Na seqüência, a pesada “The Dark Eternal Night” fez o contraponto e agitou o público.
Antes do bis, quando a banda saiu do palco, o público pedia “Metropolis” em coro. Infelizmente não foi atendido, mas o DT mandou uma espécie de ‘medley’ que incluiu “Octavarium”, “In The Name Of God” e a clássica “Learning To Live”. Também no bis, “Trial Of Tears” ganhou a esperada modificação na letra: “It’s raining, On the Streets of São Paulo”, embora não estivesse chovendo na capital paulistana
A banda encerrou sua apresentação aplaudida pelo público. Apesar de ficar com aquela cara de "quero mais" - não por causa do tempo de show pois foram mais de duas horas -mas por causa do repertório que deixou de lado algumas canções clássicas, o público saiu satisfeito.
Foi uma experiência única, e logo depois do Show fomos ao hotel que eles estavam hospedados, mas vale a pena postar só sobre isso.
No final, o público ganhou um sonoro “Obri-fucking-gado” de Mike Portnoy, que estava com uma camisa da seleção brasileira, que deixava, assim, o palco também agradecendo a platéia.
Fotos: Eduardo Guimarães