Recife Cover Night 2008
A edição 2008 do Recife Cover Night é sempre um fenômeno de público em se tratando de shows com bandas locais. Todo mundo quer ouvir os clássicos de bandas consagradas no cenário mundial ou meter o pau na banda do amigo que possa ter tocado um acorde errado.
As escolhidas deste ano foram Dio Cover, Black Sabbath (Preatcher), Megadeth (Moria), AC-DC Cover, Symphony X (Caravellus) e fechando sempre com um tributo, desta vez ao Thrash Metal.
Pra mim foi uma grata surpresa o primeiro show. Eu vi um garoto visivelmente nervoso subir ao palco com a responsabilidade de "ser Dio". Confesso que não senti firmeza nenhuma nele até a metade da primeira música quando a banda cresceu como uma moldura ao redor da voz do cara. Apesar do timbre não ser igual ao do portador da voz do metal mundial o garoto interpretou jóias como Rainbow in the Dark e Heaven and Hell com emoção e presença de espírito, além da indispensável afinação. Show nota 10.
Na seqüência, o Moria traz pra nós sua leitura do Megadeth. Achei que os caras não foram muito felizes na escolha do repertório e também que não tiveram muito tempo para ensaiar. Escolheram as músicas mais arrastadas e quebradiças do Megadeth. Aquelas que se ouve em casa, mas que não empolgam muito o público em apresentações ao vivo. Isso sem falar nos backing vocals dissonantes que sem ensaiar bem, não funcionam. Já vi o Moria melhor, não estavam em seu normal nesta noite.
A terceira da noite foi a Preatcher e seu culto ao Black Sabbath. Sob pedidos de músicas da carreira solo do Ozzy, os caras tocaram classicos da mãe do metal do mal. Paranoid e Iron man (que não poderiam faltar) foram pra torar. Mas eu destaco mesmo a performance do vocalista Magno que encarnou o melhor de Dio e Ozzy no palco e passou pra nós as impressões pessoais de um verdadeiro conhecedor da banda.
A quarta apresentação da noite foi certamente a mais descontraída e definitivamente Rock n’ Roll. O AC-DC Cover trouxe a alma "perdida" do Rock descabelada e bêbada nas letras de canções como Highway to Hell que "botaram a perder" gerações inteiras, mas que também foram a trilha sonora de momentos memoráveis de muita gente. Certamente os caras estavam mais preocupados em se divertir do que em fazer um show para alguém e isso foi o que todo mundo gostou. A participação especial de Daniel (Terra Prima) em Back in black, foi talvez o ponto alto dessa bagunça organizada. Eu já tinha visto o Terra Prima tocar Back in Black, mas esse versão do AC-DC Cover foi mais doida. Gente rodando a camisa no ar e tudo mais, pra lembrar que o espírito do Rock continua jovem ainda que em chamas.
A prévia do super esperado show do Symphony X, ficou a cargo da Caravellus é claro. Os caras que já estão fazendo muito bem este estilo em seu trabalho autoral, foi o quinto show da noite e entrou logo com "Set the world on Fire", música do disco mais recente do Symphony. Pesada e trabalhada, ela foi uma amostra do que a Caravellus é capaz e estava disposta nesta noite. Show perfeito. A satisfação de estar a vontade em seu estilo gerou momentos como "Of the sins and shadows" onde os caras desceram a paulada na maior calma e presença de palco. Que venha o Symphony X agora.
O tributo ao Thrash Metal foi o fechamento na tapa da noite. Bonded By Blood do Exodus e Whiplash do Metallica de verdade enfureceram um público que esperou até o fim ainda com forças pra fazer uma roda veloz. Geralmente não se vê isso nas apresentações de bandas que ficam pra fechar a noite no Armazém 14. Foi outro momento em que pude ver uma banda tocar com prazer. Uma banda formada especialmente para este tributo formada por caras que sabem o que foram os anos 80 e poder o Thrash metal repesenta. Fim de noite mas jamais o fim.
Vão rolar alguns vídeos alucinantes aguardem. Por enquanto confira a galeria de fotos.
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| Recife Covers Nigth 2008 |



1 Comentários:
Só uma correção: a banda que fez o tributo ao thrash metal, não foi "formada para esse show" (como foi o caso do Dio Cover), mas a banda se chama Monstera, e tem um trabalho autoral. Mais informações: www.metal-monstera.blogspot.com
Abraço e parabéns pela resenha!
André.
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