
John Petrucci
Com o Credicard Hall lotado, sobe ao palco de São Paulo novamente o quinteto americano Dream Theater. Precedeu o show principal a competente banda Bigelf. A banda tem tido suporte do Dream Theater para abertura de seus shows no México e na América do Sul. Com seu som psicodélico-progressivo, o Bigelf agradou muito.
Os músicos se vestem a caráter e utilizam instrumentos como Leslie, Orange, Gibson SG, Rickenbacker, etc., obtendo com sucesso uma sonoridade vintage / setentista. Surpreendeu o público a entrada de Mike Portnoy em uma das músicas do Bigelf. Mike cantou junto com a banda uma das faixas fazendo vocais harmonizados e guturais, e continuou no palco filmando o público e tudo o que mais rolava.
Com 30 minutos de atraso, entrou o Dream Theater. Incrivelmente, o som do DT estava mais baixo que o da banda de abertura e muito embolado. Era uma massa sonora com instrumentos pouco definidos. Uma pena uma qualidade de som desse nível, para uma banda tão técnica e perfeccionista. A qualidade geral do som melhorou apenas próximo do fim do show.
Se a qualidade de som foi bem aquém da esperada, a qualidade da banda não foi. A performance dos músicos foi excelente. Mesmo James LaBrie, que nem sempre é tão constante, apresentou boa forma vocal e atingiu todas as notas. Os demais da banda foram bem, como sempre.
De qualquer forma, tive a forte impressão de que esse não era um show em que o DT apresentou seu poderio “A”. Logo quando montaram o pedalboard do Petrucci, deu pra perceber que algo estava estranho, pois era aparentemente menor que o de costume. John usou também poucas guitarras, sendo uma transblack e uma vermelha, o que não é seu normal. As caixas de som em que ligou seus Mesa/Boogie Mark V deveriam ser Mesa também, mas eram todas Marshall, obviamente com o logo encoberto. Teriam as caixas sido alugadas no Brasil mesmo? Pareceu-me que a banda trouxe bem menos equipamento que seu tradicional. O show de 1h30 também contribuiu para essa percepção.
Muito curioso foi o fato de o Jordan Rudess fazer um ou outro solo no iPhone! Ele tem um iPhone acoplado a seu teclado e tira sons excelentes. Jordan usa um aplicativo chamado Bebot, que é um software sintetizador vendido na iTunes Store por US$ 1.99. Inicialmente, eu não saquei se aquilo era um mini board, mas era mesmo um iPhone. Ele trouxe seu board e fez questão de usar o iPhone também. Soou super bem!
Valeu a pena ver o show das duas bandas, mesmo com o som prejudicado do Dream Theater. Para quem perdeu, a banda anunciou que na próxima turnê estará de volta ao Brasil.
| Lauro Capellari |
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| John Petrucci |
Com o Credicard Hall lotado, sobe ao palco de São Paulo novamente o quinteto americano Dream Theater. Precedeu o show principal a competente banda Bigelf. A banda tem tido suporte do Dream Theater para abertura de seus shows no México e na América do Sul. Com seu som psicodélico-progressivo, o Bigelf agradou muito.
Os músicos se vestem a caráter e utilizam instrumentos como Leslie, Orange, Gibson SG, Rickenbacker, etc., obtendo com sucesso uma sonoridade vintage / setentista. Surpreendeu o público a entrada de Mike Portnoy em uma das músicas do Bigelf. Mike cantou junto com a banda uma das faixas fazendo vocais harmonizados e guturais, e continuou no palco filmando o público e tudo o que mais rolava.
Com 30 minutos de atraso, entrou o Dream Theater. Incrivelmente, o som do DT estava mais baixo que o da banda de abertura e muito embolado. Era uma massa sonora com instrumentos pouco definidos. Uma pena uma qualidade de som desse nível, para uma banda tão técnica e perfeccionista. A qualidade geral do som melhorou apenas próximo do fim do show.
Se a qualidade de som foi bem aquém da esperada, a qualidade da banda não foi. A performance dos músicos foi excelente. Mesmo James LaBrie, que nem sempre é tão constante, apresentou boa forma vocal e atingiu todas as notas. Os demais da banda foram bem, como sempre.
De qualquer forma, tive a forte impressão de que esse não era um show em que o DT apresentou seu poderio “A”. Logo quando montaram o pedalboard do Petrucci, deu pra perceber que algo estava estranho, pois era aparentemente menor que o de costume. John usou também poucas guitarras, sendo uma transblack e uma vermelha, o que não é seu normal. As caixas de som em que ligou seus Mesa/Boogie Mark V deveriam ser Mesa também, mas eram todas Marshall, obviamente com o logo encoberto. Teriam as caixas sido alugadas no Brasil mesmo? Pareceu-me que a banda trouxe bem menos equipamento que seu tradicional. O show de 1h30 também contribuiu para essa percepção.
Muito curioso foi o fato de o Jordan Rudess fazer um ou outro solo no iPhone! Ele tem um iPhone acoplado a seu teclado e tira sons excelentes. Jordan usa um aplicativo chamado Bebot, que é um software sintetizador vendido na iTunes Store por US$ 1.99. Inicialmente, eu não saquei se aquilo era um mini board, mas era mesmo um iPhone. Ele trouxe seu board e fez questão de usar o iPhone também. Soou super bem!
Valeu a pena ver o show das duas bandas, mesmo com o som prejudicado do Dream Theater. Para quem perdeu, a banda anunciou que na próxima turnê estará de volta ao Brasil.